Quero conhecer
O mundo da paixão
Uma paixão
Louca errante
Quero cometer
O pecado mais banal
De te esperar em meios,
Os lençóis macios
Abrir os meus braços e te acolher
Tatear teu corpo
De olhos fechados
De te sentir, te descobrir.
Inundar teu corpo
De beijos molhados
Quero sentir teu cheiro
Ouvir teu gemido
Sentir o teu corpo
Suado aquecido
A paixão louca
E desenfreada
Acontece hoje
Sem conseqüência
Deixa que a vida
Me leve nos sonhos
Eles são meus, só meu.
e seu tbm...
Meu canto... Meu mundo... Poderia falar horas... mas, prefiro expressar-me através deste poema... "De novo teu gosto; Teu rosto; Sorriso Maroto. Pedaço meu Que todo teu me faz e satisfaz Te pertencer por querer; Por seu um vicio perfeito ser escravo dos teus beijos; Ser razão, matar a saudade ser teu mundo e vc.... Minha outra metade..."
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
AMOR E SEU TEMPO
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
Carlos Drummond de Andrade
A falta que ama
Entre areia, sol e grama
o que se esquiva se dá,
enquanto a falta que ama
procura alguém que não há.
Está coberto de terra,
forrado de esquecimento.
Onde a vista mais se aferra,
a dália é toda cimento.
A transparência da hora
corrói ângulos obscuros:
cantiga que não implora
nem ri, patinando muros.
Já nem se escuta a poeira
que o gesto espalha no chão.
A vida conta-se, inteira,
em letras de conclusão.
Por que é que revoa à toa
o pensamento, na luz?
E por que nunca se escoa
o tempo, chaga sem pus?
O inseto petrificado
na concha ardente do dia
une o tédio do passado
a uma futura energia.
No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É a falta ou ele que sente
o sonho do verbo amar?
-Carlos Drummond de Andrade-
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
O Amor
O amor nada mais é que uma escolha.
Optamos por amar.
Essa ou aquela pessoa.
Claro que o start está na química,
nas borboletas se revirando no estômago,
no friozinho na barriga,
no suor frio.
Mas se amamos,
é porque optamos por amar.
Escolhemos amar
. Se amamos,
é porque estamos predispostos a isso.
Nos abrimos a um sentimento que só nos faz bem.
Porque o amor que dói não é amor.
É dor.
O amor que machuca é sofrimento.
O amor que desanima é incômodo.
O amor com ciúme excessivo é doença.
Ao abrir o coração - e a vida -
ao amor, estamos abertos à possibilidade
de afago,
de carinho,
de tesão,
de companheirismo,
de amizade fiel,
de sensações despudoradas,
de sentimentos intensos.
O amor não é vazio.
O amor não pode ser insensível,
egoísta,
mimado, abusado.
O amor nos dá,
sem hesitar,
o sabor da vida,
o verdadeiro sabor da vida.
(AUTOR DESCONHECIDO)
Optamos por amar.
Essa ou aquela pessoa.
Claro que o start está na química,
nas borboletas se revirando no estômago,
no friozinho na barriga,
no suor frio.
Mas se amamos,
é porque optamos por amar.
Escolhemos amar
. Se amamos,
é porque estamos predispostos a isso.
Nos abrimos a um sentimento que só nos faz bem.
Porque o amor que dói não é amor.
É dor.
O amor que machuca é sofrimento.
O amor que desanima é incômodo.
O amor com ciúme excessivo é doença.
Ao abrir o coração - e a vida -
ao amor, estamos abertos à possibilidade
de afago,
de carinho,
de tesão,
de companheirismo,
de amizade fiel,
de sensações despudoradas,
de sentimentos intensos.
O amor não é vazio.
O amor não pode ser insensível,
egoísta,
mimado, abusado.
O amor nos dá,
sem hesitar,
o sabor da vida,
o verdadeiro sabor da vida.
(AUTOR DESCONHECIDO)
A você, com amor
O amor é o murmúrio da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia...
O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete
do mar...
O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar...
O amor é Deus em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.
-Vinicius de Moraes-
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MAGGIE
Esta é minha linda filha.