quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SESSENTA E NOVE (69)



Sessenta e nove... um número... um preço...
um ano... uma idade... uma vontade...
Sessenta e nove... uma forma ...um desenho..
um movimento de linhas curvas... um apelo...
Sessenta e nove... uma fantasia sexual...
Sessenta e nove... você... eu... o prazer...
Sessenta e nove vezes já fizemos 69 ...nunca igual...
Sessenta e nove horas de sabor e descobertas...
Sessenta e nove, o nosso... é delírio... é feito de gotas...
chuva... línguas... narizes... cheiros... sabores... amor...
Sessenta e nove ...
é nossa viagem aos sucos que nascem em nosso interior...
Sessenta e nove... as vezes começo... as vezes durante...
as vezes fim... sempre entrega...
Sessenta e nove pudores que você derrubou...
Me lembro a primeira vez...
Fechada em medos... receios... conceitos... preconceitos... em pudor...
Meigamente você tomou meus lábios...
invadiu minha boca... sugou meus seios...
Lentamente percorreu o caminho até meu umbigo... ali se deteve...
lambendo... introduzindo sua língua quente...

Dancei e me ofereci...
Você me desenhava o ventre com a língua...
as mãos brincando em meus mamilos... me fez instinto faminto...
Mordiscou meus pêlos... puxou-os suavemente com os dentes...
Suas mãos agora apertavam meu traseiro...
levantavam-me para facilitar seus beijos em meus grandes lábios...
Gemendo eu dizia delírios... dizia pare... dizia me penetra , meu amor...
Minha cabeça girava...
em mim surgia a vontade de pesquisar seu membro forte
que me tocava as pernas, ensandecido de desejo de ser lambido...
chupado... saboreado com amor...
Por segundos tive pânico... era tão nova esta vontade... este despudor...
Quis gritar minha vontade...
Não houve necessidade...
Você sabe fazer amor...
Girou seu corpo amado...

Ofereceu seu membro adorado...
Fêmea ...apenas fêmea... só instinto... me tornou...
Deus! Que gosto... poder saber seu gosto... engolir seu sabor...
Com cuidado percorri este poderoso instrumento rijo, de textura macia,
fina pele em sua borda... sensível... forte...
na justa medida da minha fome de comer amor...
Sua língua me invadia... minha boca o engolia...
sugávamos os sucos do amor...
Sede saciada... desejo crescente... loucura presente...
fizemos chuva de amor...
Sessenta e nove é linha curva
que em círculo aprisiona e liberta nosso amor...


-Autoria de Magda Almodóvar-

INDECÊNCIAS




Quantas esteiras de luz
se acendem
quando me tocas?
Milhares de estrelas
espetam meus dedos
rios se perdem
deixando em abandono
os seus leitos.
E um atropelo de veias
sangue correndo veloz
sem saída.
Tantas farpas
me cortam a pele
tantos frios
eriçam meus pelos
quando me tocas...
Eu ardo febril
- tantas chamas -
e tremo de medo
- quantos gelos -
quando me tocas...
Tantas catástrofes
tumultos
revoltas
provocas em mim.
Alteram-se os sais
queimam-se calorias
e quantas loucuras
submetes minha química
quantas queimaduras
me causa a tua pele.
A quantos perigos
me exponho
quando me tocas... 

APOLOGIA AOS AMIGOS


 
Eu gosto de você não porque nos necessitamos,
Mas porque gostamos de estar juntos.
 
Eu gosto de você não porque nos legitimamos,
Mas porque crescemos continuamente.
 
Eu gosto de você não porque nos submetemos,
Mas porque nos aceitamos como únicos.
 
Eu gosto de você não porque nos preenchemos,
Mas porque nos plenificamos reciprocamente.
 
Eu gosto de você não porque dependo de você,
Mas porque nossa convivência nos fortalece.
 
Eu gosto de você não porque existam interesses,
Mas porque o único interesse é ver o outro feliz.
 
Eu gosto de você não porque olhamos um para o outro,
Mas porque aprendemos a olhar para um mesmo sonho.
 
Eu gosto de você não porque nossas semelhanças nos unem,
Mas porque as nossas diferenças nos engrandecem.
 
Eu gosto de você não porque nos conhecemos na vida,
Mas porque decidimos diariamente viver com sentido.
 
Eu gosto de você não porque somos sinceros,
Mas porque a autenticidade nos faz verdadeiros.
 
Eu gosto de você não porque somos ombros amigos,
Mas porque entre nós existe escuta e compreensão.
 
Eu gosto de você não porque você quer me mudar,
Mas porque nos libertamos em comunhão.
 
Eu gosto de você não porque você me faz ver os acontecimentos,
Mas porque juntos aprendemos a interpretar a vida.
 
Eu gosto de você não porque crescemos na amizade,
Mas porque entre nós a liberdade é uma realidade.
 
Eu gosto de você não porque acreditamos na força do amor,
Mas porque o amor se tornou a nossa força.





(Canísio Mayer  - 10/12/2008)

MOMENTO...(FERNANDO PESSOA)

*"Contemplo o lago mudo
que a brisa estremece
Não sei se penso em tudo
ou se o tudo me esquece
O lago nada me diz,
não sinto a brisa mexe-lo
Não sei se sou feliz
nem se desejo se-lo
Tremulos rincos risonhos
na agua adormecida
porque fiz eu dos sonhos
a minha única vida?"*

ALÉM DO HORIZONTE



Amplie os seus horizontes,
pare de olhar para o chão,
se você não vê perspectivas
melhores, desanimou,
se os seus sonhos se
resumem no sobreviver,
sua visão deve estar
embaçada pelos problemas,
a catarata do medo deve
estar te cegando,
e você não consegue ver
além do que dizem de você...

Cresça!
Torne-se grande, amplie o
horizonte da sua visão,
da roda dos desanimados,
da praça dos medíocres,
que só esperam a esmola do
tempo e a migalha da vida.
Você merece muito mais, e
quando descobrir isso,
vai subir montes e montanhas
e vai sentir finalmente,
que Deus existe, te ama e quer
apenas o seu crescimento,
por isso, Ele te deu o mundo
e o livre arbítrio,
para escolher entre sentar e
chorar, ou persistir e lutar,
deixar a lamentação e persistir
mais um pouco,
pois o seu sonho pode estar
na próxima esquina,
na virada do dia que te convida:
-Vem ser feliz!

MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.