Meu canto... Meu mundo... Poderia falar horas... mas, prefiro expressar-me através deste poema... "De novo teu gosto; Teu rosto; Sorriso Maroto. Pedaço meu Que todo teu me faz e satisfaz Te pertencer por querer; Por seu um vicio perfeito ser escravo dos teus beijos; Ser razão, matar a saudade ser teu mundo e vc.... Minha outra metade..."
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
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MAGGIE
Esta é minha linda filha.
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