terça-feira, 21 de setembro de 2010

MAL DE AMOR

MAL DE AMOR

Tôda pena de amor, por mais que doa,

no próprio amor encontra recompensa.

As lágrimas que causa a indiferença,

seca-as depressa uma palavra boa.

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A mão que fere, o ferro que agrilhoa,

obstáculos não são que amor não vença.

Amor transforma em luz a treva densa.

Por um sorriso amor tudo perdoa.

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Ai de quem muito amar não sendo amado,

e depois de sofrer tanta amargura,

pela mão que o feriu não for curado.

.

Noutra parte há de em vão buscar ventura.

Fica-lhe o coração despedaçado,

que o mal de amor só nesse amor tem cura.

DELÍRIO



DELÍRIO

Nua, mas para o amor não cabe o pejo

Na minha a sua boca eu comprimia.

E, em frêmitos carnais, ela dizia:

Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo

Fremente, a minha boca obedecia,

E os seus seios, tão rigidos mordia,

Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos

Disse-me ela, ainda em grito:

Mais abaixo, meu bem!? num frenezi.

No seu ventre pousei a minha boca,

Mais abaixo, meu bem! ? disse ela, louca,

Moralistas, perdoai! Obedeci...

OLAVO BILAC



Alê Xucrusale

www.xucrusale.blogpost.com

MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.