terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O caminho da vida|

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza,
porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens...
levantou no mundo as muralhas do ódios...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;
nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

-O Último discurso, do filme O Grande Ditador-


-Charles Chaplin-

QUANTAS VEZES...

Quantas vezes

Quantas vezes nós pensamos em desistir,
Deixar de lado, o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada;
Com o coração amargurado pela injustiça;
Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade;
Sem ter com quem dividir,
Quantas vezes sentimos solidão,
Mesmo cercado de pessoas;
Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;
Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair,
Justamente na hora em que precisamos parecer fortes;
Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força,
Um pouco de luz;
E a resposta vem, seja lá como for,
Um sorriso, um olhar cumprisse,
Um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;
E a gente insiste;
Insiste em prosseguir, em acreditar,
Em transformar, em dividir, em estar, em ser;
E Deus insiste em nos abençoar,
Em nos mostrar o caminho;
Aquele mais difícil,
Mais complicado, mais bonito.
E a gente insisti em seguir,
Por que tem uma missão...
Ser feliz!!!

Quase - Luis Fernando Veríssimo

QUASE
Luís Fernando Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez
é a desilusão de um "quase".
É o quase que me incomoda, que me entristece, que
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir
entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige, nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.


MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.