terça-feira, 10 de março de 2009

Como anéis de Saturno

Como os anéis de Saturno,

Rodeias-me...

Como um barco sem rumo,

Atracas-me...

E sem alertas,

Ao teu corpo me apertas...



Sem qualquer respeito me usas,

E com tempestades de amor

Me lambuzas,

... e me alicias...



E me arranhas e me mordes

Sem dor,

E me beijas com certo furor

...que vicia...



E trocamos sussurros

Indecentes,

Seqüestramos mutuamente

Os nossos corpos,

Que tomados por deuses,

Suados, se colam

como siameses...



Enquanto anjos em revoada,

Nos purificam

Com uma chuva sagrada,

Sem ver...

Que os santos

Imóveis nos cantos,

Abençoam o nosso

Prazer...

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MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.