quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Prantos mudos



A lágrima que cai sem ser notada
é o feto do poema nunca escrito
que escorre lentamente na calçada
não tendo mais a chance do seu grito.

O choro em todo aquele que é aflito
é a música escondida em dizer nada
que fala muito mais que aquilo dito
e sempre é na poesia mais usada.

Se todos escrevessem os seus prantos,
tornando suas lágrimas em cantos
o mundo entenderia seus poetas.

As vozes que agora são caladas
pelos passos que ecoam nas calçadas
seriam, na poesia, sempre metas.

(Bruno Philippsen)

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MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.