sábado, 8 de novembro de 2008

Asas





Ave que voa sozinha
por sobre o oceano
repousa nos ares o sonho,
nas praias as esperanças...

Com a lua adormece,
na noite não sonha
apenas descansa,
embala e balança.

As asas tão brancas
tal qual a espuma
das águas do mar
que alquebradas de amar
na praia encerram
o seu funeral.

Um dia, talvez,
a mesma avezinha,
que em vôos razantes
delirou os poetas

Não bata suas asas,
não repouse seus sonhos
não carregue a esperança...

Deixando no céu
uma vaga, um lugar
assim como está
no coração do poeta,
uma vaga ao amar.

Solyen Davö-

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MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.