terça-feira, 12 de agosto de 2008

SONETO LXX










Se te censuram, não é teu defeito,


Porque a injúria os mais belos pretende;


Da graça o ornamento é vão, suspeito,


Corvo a sujar o céu que mais esplende.


Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor,

que o tempo te venera,

Pois o Verme na flor gozo renova,


E em ti irrompe a mais pura primavera.

Da infância os maus tempos pular soubeste,


Vencendo o assalto ou do assalto distante;

Mas não penses achar vantagem neste
Fado,

que a inveja alarga, é incessante.

Se a ti nada demanda de suspeita,

És reino a que o coração se sujeita.

William Shakespeare

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MAGGIE

MAGGIE
Esta é minha linda filha.